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Psicóloga on-line

A dúvida

Embora duvidar seja importante, é preciso cautela

Permitir-se duvidar sempre para se conhecer, para fazer escolhas conscientes e até mesmo para poder voltar atrás em uma decisão já tomada, torna o indivíduo autor da sua própria história. Mesmo assim, cautela faz parte da sabedoria, ao duvidar é preciso medida, senão podemos paralisar nossos pensamentos com a própria dúvida.

Conforme explana Flusser sobre a dúvida:

Em dose moderada estimula o pensamento, mas em dose excessiva paralisa toda atividade mental. (FLUSSER, 2012, p. 10)

Você já deve ter se sentido paralisado, às vezes por um bom tempo na vida, sem conseguir decidir por qual caminho percorrer, andando simplesmente no fluxo, fazendo qualquer coisa, engajado apenas em pensamentos perturbadores e com isso não conseguindo realmente saber o que quer fazer. Isso acontece muito na escolha profissional, por exemplo. Trata-se de excesso de dúvida. Hora de duvidar menos e agir mais. É possível descobrir as respostas para aquelas dúvidas, posteriormente, experimentando alguma atitude intuitiva.

O exagero da dúvida pode ser ainda uma tentativa inconsciente de reprodução de mal estar, pois paralisar a atividade mental produz sensação ruim. Repetimos no decorrer da vida não somente o que nos faz bem, mas tudo o que já experimentamos (sensações, aprendizados e pensamentos bons e ruins), reinventamos sem perceber a todo instante aquilo que nos é comum. Por isso, cuidado!